Divulgação do informe de governança corporativa (ICVM 586) e o impacto no retorno da ação
DOI:
https://doi.org/10.21710/rch.v26i0.514Palavras-chave:
governança corporativa, teoria da agência, hipótese de mercados eficientes, ICVM 586Resumo
A inter-relação entre a regulação e a autorregulação promove a eficácia dos instrumentos derivados do arcabouço legal. É eficiente para tratar as falhas e riscos inerentes. Um sistema financeiro estruturado promove o desenvolvimento econômico dos países. Em 2016 foi aprovado o Código Brasileiro de Governança Corporativa, trabalho desenvolvido pelo GT Interagentes. Em 2017, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) incorpora o documento à norma ICVM 586. O objetivo deste artigo é identificar se houve impacto no retorno da ação das empresas que divulgaram o informe de governança baseado nessa nova instrução. Corroborando a hipótese H1, podem existir indícios de que o evento de divulgação do informe de governança impactou de maneira estatisticamente significativa os retornos das ações de apenas um grupo de empresas pesquisadas.
Referências
Alberton, A.; Moletta, A. M. C.; & Marcon, R. (2011). Os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa Blindam as Firmas Contra Crises Financeiras? Uma Análise da Crise Financeira de 2008. Pensar Contábil, 13(51), 56-64. Recuperado de http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/pensarcontabil/article/viewFile/965/903
Aldrighi, D. M.; & Postali, F. A. S. (2011). Propriedade piramidal das empresas no Brasil. Revista Economia, 12(1), 27-48. Recuperado de http://www.anpec.org.br/revista/vol12/vol12n1p27_48.pdf
Arruda, G. S.; Madruga, S. R.; & Freitas Junior, N. I. (2008). A governança corporativa e a teoria da agência em consonância com a controladoria. Revista de Administração da UFSM, 1(1), 71-84. Recuperado de https://periodicos.ufsm.br/reaufsm/article/view/570
Barontini, R.; & Bozzi, S. (2010). CEO compensation and performance in family firms. Social Science Research Network, Working Paper. Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/228293506_CEO_Compensation_and_Performance_in_Family_Firms
Berle, A. A.; & Means, G. C. (1932). The modern corporation & private property. Hartcourt: Brace & World.
Bortolon, P. M. (2010). Determinantes e consequências das decisões de estrutura de propriedade: estrutura piramidal e unificação de ações (Tese de Doutorado em Administração – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro). Recuperado de https://www.coppead.ufrj.br/pt/publicacao/determinantes-e-consequencias-das-decisoes-de-estrutura-de-propriedade-estrutura-piramidal-e-unificacao-de-acoes/
Calabró, L. F. A. (2010). Teoria palco-plateia: a interação entre regulação e autorregulação do mercado de bolsa (Tese de Doutorado em Direito – Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo). Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2132/tde-25082011-111452/pt-br.php
Camargos, M. A.; & Barbosa F. V. (2006). Eficiência informacional do mercado de capitais brasileiro pós-Plano Real: um estudo de eventos dos anúncios de fusões e aquisições. Revista de Administração, 41(1), 43-58. Recuperado de https://pdfs.semanticscholar.org/f4dc/e69f271f7fd1679dcab24f0d78621e6031a4.pdf
Camargos, M. A.; & Barbosa F. V. (2015). Eficiência informacional do mercado de capitais brasileiro em anúncios de fusões e aquisições. Production, 25(3), 571-584. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/prod/2015nahead/0103-6513-prod-0148T6.pdf
Campbell, J. Y. (1990). A variance decomposition for stock returns. National Bureau of Economic Research, Working Paper n. 3246, Available at SSRN 249503. Recuperado de https://dash.harvard.edu/bitstream/handle/1/3207695/campbell_variancedecomposition.pdf?sequence%3D2
Cao, J.; Pan, X.; & Tian, G. (2011). Disproportional ownership structure and pay–performance relationship: Evidence from China’s listed firms. Journal of Corporate Finance, (17), 541-554. Recuperado de https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0929119911000149
Comissão De Valores Mobiliários. (2018). Instrução CVM 586. Recuperado em 4 nov. 2018 de http://www.cvm.gov.br/legislacao/instrucoes/inst586.html
Comissão De Valores Mobiliários. (2018). Ofício Circular Nº 6. Recuperado em 19 nov. de http://www.cvm.gov.br/noticias/arquivos/2018/20180803-1.html
Ding, L.; Lam, H. K. S., Cheng, T. C. E., & Zhou, H. (2018). A review of short-term event studies in operations and supply chain management. International Journal of Production Economics, 200, 329-342. Recuperado de https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0925527318301610
Eisenhardt, K. M. (1989). Agency theory: An assessment and review. Academy of Management Review, 14(1), 57-74. Recuperado de https://www.jstor.org/stable/258191?seq=1#metadata_info_tab_contents
Fama, E. F. (1970). Efficient Capital Markets: A Review of Theory and Empirical Work. The Journal of Finance, 25(2), 383-417. Recuperado de http://efinance.org.cn/cn/fm/Efficient%20Capital%20Markets%20A%20Review%20of%20Theory%20and%20Empirical%20Work.pdf
Famá, R.; Cioffi, P. L. M.; & Coelho, P. A. R. (2008). Contexto das finanças comportamentais: anomalias e eficiência do mercado de capitais brasileiro. Revista de Gestão USP, 15(2), 65-78. Recuperado de http://www.spell.org.br/documentos/ver/5259/contexto-das-financas-comportamentais--anomalias-e-eficiencia-do-mercado-de-capitais-brasileiro
Forti, C. A. B.; Peixoti, F. M.; & Santiago, W. P. (2009). Hipótese da Eficiência de Mercado: um Estudo Exploratório no Mercado de Capitais Brasileiro. Gestão & Regionalidade, 25(75), set-dez. Recuperado de https://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_gestao/article/view/188
Haensel, T. (2014). A figura dos gatekeepers: aplicação às instituições intermediárias do mercado organizado de valores mobiliários brasileiro (Tese de Mestrado em Direito – Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo). Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2132/tde-04032015-083153/en.php
Jensen, M. C., & Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), 305-360. Recuperado de https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/0304405X7690026X
Jensen, M. C., & Murphy, K. J. (1990). Performance pay and top-management incentives. Journal of Political Economy, 98(2), 225-264. Recuperado de https://www.jstor.org/stable/2937665?seq=1
Jiang, H. (2008). Ownership concentration and CEO compensation pay-for-performance sensitivity in New Zealand. Queensland University of Technology. Recuperado de https://www.academia.edu/16938633/Ownership_concentration_and_CEO_compensation_pay-for_performance_sensitivity_in_New_Zealand
Konchitchki, Y., & O’leary, D. E. (2011). Event study methodologies in information systems research. International Journal of Accounting Information Systems, 12(2), 99-115. Recuperado de https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1467089511000030
Landsman, W. R., & Maydew, E. L. (2001). Beaver (1968) revisited: has the information content of quarterly earnings announcements declined in the past three decades? University of North Carolina, Available at SSRN 204068, may 2001. Recuperado de https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=204068
Mackinlay, A. C. (1977). Event Studies in Economics and Finance. Journal of Economic Literature, 35(1), 13-39. Recuperado de https://www.jstor.org/stable/2729691?seq=1
Martin, K. D., Borah, A., & Palmatier, R. W. (2017). Data privacy: effects on customer and firm performance. Journal of Marketing, 81(1), 36-58. Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/305822708_Data_Privacy_Effects_on_Customer_and_Firm_Performance
Masulis, R. W., Wang, C., & Xie, F. (2009). Agency problems at dual-class companies. The Journal of Finance, 64(4), 1.697-1.727. Recuperado de https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.1540-6261.2009.01477.x
Odendaal, G. R. (2014). The impact of earnings announcements on stock prices: an event study for the London Stock Exchange. European Business School London, Available at SSRN 2674594, April. Recuperado de https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2674594
Okimura, R. T., Silveira, A. D., & Rocha, K. C. (2007). Estrutura de propriedade e desempenho corporativo no Brasil. RAC-Eletrônica, 1(1), 119-135. Recuperado de http://www.spell.org.br/documentos/ver/31027/estrutura-de-propriedade-e-desempenho-corporativo-no-brasil
Pitta, G. A. (2013). As funções da informação no mercado de valores mobiliários: uma reflexão sobre o regime de divulgação de informações imposto às companhias abertas brasileiras (Dissertação de Mestrado – Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo). Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2132/tde-11082014-082203/pt-br.php
Ruiz, R. S. G., Aké, S. C., & Martínez, F. V. (2014). Una medida de eficiencia de mercado. Contaduría y Administración, 59(4), 137-166. Recuperado de http://www.cya.unam.mx/index.php/cya/article/view/89
Santos, J. O., Gomes, K. T. G., Viana, R. B. de C., & Araes, T. G. F. (2011). Análise do impacto de eventos sistêmicos inesperados sobre o preço das ações ordinárias de empresas automotivas japonesas e americanas – Um estudo de caso considerando o recente terremoto no Japão. In Seminários em Administração PPGA/FEA/USP: SEMEAD – Ensino e Pesquisa em Administração, 14, 201. Recuperado de http://sistema.semead.com.br/14semead/resultado/trabalhosPDF/40.pdf
Segatto-Mendes, A. P. (2001). Teoria de agência aplicada à análise de relações entre os participantes dos processos de cooperação tecnológica universidade – empresa (Tese de Doutorado em Administração – Universidade de São Paulo, São Paulo). Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-24012002-114443/pt-br.php
Silva, A. L. C. (2006). Governança corporativa e sucesso empresarial: melhores práticas para aumentar o valor da firma. São Paulo, SP: Saraiva.
Silva, F. M. (2015). Especulação no Mercado Futuro de Commodities Agrícolas e o Papel da Regulação Governamental e da Autorregulação da BM&FBOVESPA. Revista de Direito Setorial e Regulatório, 1(1). Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/rdsr/article/view/19324
Silveira, A. D., Barros, L. A. B. C., & Famá, R. (2004). Determinantes do nível de governança corporativa das companhias abertas brasileiras. In Seminários em Administração, 7, 2004, São Paulo. Anais. São Paulo: FEA-USP. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/read/article/view/39338
Silveira, A. D. (2004). Governança corporativa e estrutura de propriedade: determinantes e relação com o desempenho das empresas no Brasil (Tese de Doutorado em Administração – Universidade de São Paulo, São Paulo). Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-23012005-200501/pt-br.php
Souza, I. B. (2012). Eficiência em estruturas de propriedade concentradas e compensação de executivos: novas evidências para o Brasil (Tese de Doutorado em Administração – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre). Recuperado de https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/39527
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Rafael Siqueira Mingone, Cristiane Lana Silva, José Carlos Marion, Neusa Maria Bastos Fernandes dos Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.